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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Proliga, primeira análise



 Normalmente o campeonato secundário português, a Proliga, caracteriza-se por ser um campeonato equilibrado e com jogos muito disputados e este ano não foge á regra. A competição apresenta equipas superiores aos anos anteriores, apesar do decréscimo acentuado do número de estrangeiros, muitos jogadores portugueses com vários anos de liga decidiram “abraçar” novos projectos neste campeonato.

Apesar do referido equilíbrio e de ainda poucas jornadas disputadas já é possível distinguir um rol de equipas  mais favoritas. Do que tive oportunidade de ver e em minha opinião a equipa mais forte é a Oliveirense, um histórico da modalidade que desde a desistência da liga tem vindo a desenvolver um projecto sustentado com ambição de colocar a equipa de novo no campeonato principal. Esta estratégia tem vindo a ser desenvolvida com base em jogadores da formação que tinham abandonado a modalidade ou andavam por outras equipas e que entretanto foram “repescados”. A Oliveirense apresenta um grupo experiente, bem orientado (Por Sérgio Salvador que ao longo dos anos desenvolveu um excelente trabalho no Ginásio), muito rotinado e que presentemente exibe o melhor basquetebol da Proliga, poderia perfeitamente ombrear com algumas equipas da LPB tal a qualidade do seu plantel.

Num segundo patamar surgem, Maia Basket e Illiabum. Estas duas equipas optaram por estratégias distintas, a primeira optou por recrutar alguns jogadores com muitos anos de liga, onde surge á cabeça Nuno Marçal, um dos grandes jogadores da sua geração e que apesar da idade ainda tem muito basket para dar. Por sua vez, a segunda optou por jovens valores do basket nacional e com grande margem de progressão, oriundos do Barreirense e Galitos. Apesar do início irregular do Illiabum, acredito que numa fase mais adiantada da época e com um melhor entrosamento poderão conseguir lutar pela subida de divisão.

Sangalhos, Eléctrico e Guifões são equipas tradicionalmente difíceis e que poderão dar muita luta as equipas teoricamente mais fortes. No entanto não apresentam condições, essencialmente económicas, para almejar a disputa dos lugares de subida.

As restantes equipas não tem grandes ambições na competição e tentarão lutar pelos lugares de acesso ao playoffs que sobram bem como “fugir” dos lugares de despromoção






terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A crise do Basquetebol Português



Desde há uns anos atrás o basquetebol nacional tem imergido numa profunda crise que parece não ter fim á vista. São inúmeros os clubes históricos que abandonaram a modalidade ou andam “perdidos” pelas divisões inferiores, como Porto, Barreirense, Portugal Telecom, Queluz, etc, apesar de muito se discutir quem são os culpados e quais as soluções para este problema, a verdade é muito pouco tem sido desenvolvido. Recuando uns anos atrás é facilmente perceptível que nos tempos da extinta LPB (Liga Profissional de Basquetebol) o estado do basket português era francamente mais positivo que o actual, mas o que terá mudado num curto espaço de tempo? O que poderá ser feito para reverter a situação?

Como seguidor regular da modalidade, tenho percebido que a federação tem desenvolvido muito poucos esforços para colocar o basket nacional noutro patamar relativamente ao contexto europeu e é devido à sua má gestão que esta crise se tem acentuado, serão os únicos culpados? Claro que não, mas são certamente os principais, pois tutelam todo o basquetebol nacional, desde a formação até às competições seniores.

Um dos principais problemas terá sido a extinção da liga profissional e a passagem da organização para competência da FPB. Esta a partir deste momento teria responsabilidade exclusiva na gestão da modalidade em Portugal e não teve competência para “vender o seu produto, o basquetebol” de forma a tentar potencia-lo ou pelo menos  manter o seu nível.

Aquela que era uma das modalidades mais seguidas em Portugal, como muito adeptos nos pavilhões, uma liga equilibrada e equipas fortes com presença nas competições internacionais, rapidamente se tornou numa modalidade sem futuro. A crise económica foi um dos factores que contribuiu para esta situação, no entanto o principal factor foi a falta de visibilidade da modalidade o que causou um desinvestimento de clubes e patrocinadores.

A divulgação da modalidade e neste caso específico da principal liga foi e é da responsabilidade da Federação e este é um dos vários pontos onde foram/são cometidos alguns erros facilmente enunciados:

  • Falta de transmissões televisivas semanais em canal aberto;
  • Pouco atractividade e informação no próprio site;
  • Escasso recurso às novas tecnologias, nomeadamente rede sociais;
  • Poucos apoios ao basket de formação;
  • Reduzido período de competição;
  • Pouca dinamização das competições extra campeonato, como taça de Portugal ou taça da liga;
  • Falta de acções de promoção da modalidade, como All Star Game ou Campeonato de Verão;



Existem muito mais situações a ser revistas por parte dos órgãos directivos, mas é facilmente perceptível que sem um estratégia coerente de divulgação da modalidade, este “período negro” muito dificilmente se irá reverter. É preciso cativar novos adeptos, novos praticantes, novos clubes, novos patrocinadores e tornar a ter uma modalidade apelativa!!